estava procurando um texto que me encaixava, pois nem forças pra descrever o que sinto eu tenho, então vendo agum blogs me de parei com este texto lindo, é assim que me sinto, mas ainda me falta coragem pra colocar um ponto final nisso tudo.
Por Gabrielle Rocha
Há momentos que me falta o ar e na ânsia de achá-lo respiro profundamente; neste ritmo tenho me cansado por não encontrar no ar o ar que de fato necessito. Onde e como encontrá-lo???
Sou dominada vez ou outra por uma dispnéia imperceptível aos olhos, sendo acompanhada muitas das vezes por sibilâncias cujos sons atingem um volume altíssimo; assim como fisicamente, isso gera muito cansaço; falta o fôlego; e não existe um broncodilatador almático que dê jeito. O que fazer então???
Não posso deixar de respirar senão morro; mas não consigo mais respirar; minhas mãos suam frio, dormências me amedrontam no sentido de me tornar incapaz de controlar minhas ações, coração palpita de forma enfática como se estivesse gritando por socorro, minhas pernas tremem por não conseguirem mais sustentar um corpo repleto de pesadas bagagens. O que fazer então???
O que me assusta é que o ar está presente, mas é como se não estivesse. Ele entra pelas narinas, seus componentes são absorvidos pelo meu organismo; e alcançam as mais pequenas células dele. Contudo todas parecem ter se reunido e resolvido me atormentar; a impressão que tenho é que decidiram abrir mão do ar, definiram não usá-lo mais, criaram bloqueios para que ele não penetre e estão atingindo seu pleno objetivo: uma necrose desproporcional, fétida, oculta e extremamente dolorosa.
Não há ninguém que a perceba, que sinta seu cheiro, que a impeça de crescer; não há quem pare esse complô… a quem recorrer se ninguém vê???
Todos olham e tiram conclusões precipitadas, fazem juízos cegos, todos preocupados em romper seus próprios limites e impondo-os aos outros… eles não me ajudam, mas parecem fazer parte desta grande rivalidade… estão acabando comigo… estou descompensada… meu coração resolve tentar lutar mais uma vez… trabalha freneticamente… contrai mais rápido do que nunca… meu único aliado cansou também… se tornou descoordenado e ineficaz… e neste momento não há alguém para usar o desfribrilador. Até quando suportarei???
Tudo isso estou vivenciando como fruto de um amor insano, gostaria muito sair disso e de ressurgir com a feniz, queria voltar ser quem eu era voltar a existir, viver a vida e não ser levado por essa insanidade no qual 90% é culpa minha, mas 10 % e sua culpa também Cid, e voce sabe disso; Na verdade você adora me ver assim, mendigando a sua atençao, Tudo isso é doloroso e traumático; não sei se desejo sua morte ou continuo desejando a minha, to sem saida, ( pará o mundo que eu quero descer, odeio viver, odeio estar vivendo esta situação, quero ir embora, ainda tenho sonho o dia em que vou dar risada de tudo isso, mas enquanto isso não acontece ( EU QUERO MORRERRRRRRRRRRRRRRRRR)




