VAIDADE

Postado por ATELIER ROMÃ FLOR on


Pessoal estou muito preocupada com uma amiga minha que foi fazer uma lipoaspiração, ela acabou entrando em coma, e só tem 36 anos.
Me lembrei de um texto que li a alguns dias traz e resolvi comparti lha-lo.


Cantor do LS Jack é internado em coma no Rio após lipoaspiração
( Minha amiga de 36 anos tb esta internada)

É possível isso? É admissível isso? Um rapaz de 27 anos ter uma parada cardíaca e entrar em coma após uma cirurgia de lipoaspiração? Pelo amor de D'us, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?Uma coisa é saúde outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu.Hoje, D'us é a auto imagem.Religião, é dieta.Fé, só na estética.Ritual é malhação.Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem.Gordura é pecado mortal.Ruga é contravenção.Roubar pode, envelhecer, não.Estria é caso de polícia.Celulite é falta de educação.Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem.Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa.Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, a humanidade, o coletivo. Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas... uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser.
Deus permita que ele. ele ja acordou mas esta com sequelas ( ela )volte do coma sem seqüelas. Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva.

PS - Desulpe o desabafo, o texto em um fôlego só. Mas sabe, isso é um blog.


Em meio à era tecnológica, móvel, portátil, ágil, o culto a vaidade ditada pelo império/indústria da beleza vai ganhando cada vez mais adeptos. Com ênfase nas férias (pra muitas pessoas) a praia vira uma dicotomia: lazer e preocupação [estética]. As mulheres querem ter o abdômen daquela atriz da globo, as coxas daquela da banda de axé, a bunda de sicrana, os peitos de sicrana. Os homens também mergulham num caminho análogo. É aquela velha história de se pensar que auto-estima vem em embalagem lacrada e tem nota fiscal.
Mas, a própria natureza parece deixar duas mensagens ao longo da vida que são, no mínimo, uma ironia a essa excessiva preocupação ditada pela vaidade. Se você não notou há dois momentos da vida em que somos todos iguais. O primeiro é quando bebês. Somos pequenos, carecas, barrigudos, com as coxas cheias de dobras, não temos dentes, cagamos nas calças e com tudo isso conseguimos ser lindas criaturas. O segundo momento é na velhice, enrugamos, encolhemos novamente, os ossos ficam frágeis, a dentição ameaçada, os cabelos brancos ou inexistentes e por aí vai. Ou seja, nos é mostrado após nascermos e antes de morrermos que todos somos fisicamente iguais, independente de cores, gorduras, celulites.
Assim, não é uma cirurgia plástica baseada numa obsessão extrema que vai te complementar a alma, um invólucro da moda não vai te transformar o interior. E aí vemos que a beleza vem de dentro. Ok, é necessário se cuidar,
evitar excessos, não precisa andar cagado no meio da rua como um bebê, nem tampouco parar de escovar os dentes e deixá-los cair. Mas, qualquer paranóia que atrapalhe seu dia-a-dia, qualquer mal estar excessivo que esteja condicionado ao seu físico pode ser banido desses tempos em que o culto a bulimia virou hino. Dentro de um corpo há vida e nela se encontra o diferencial de cada pessoa. Olhos, bocas, bunda, peitos, barriga… isso deixamos pra quem, de fato não tem o que mais oferecer.

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